quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cansei dos "Somente Críticos"



Atualmente é comum encontrarmos em site de buscas, blog´s evangélicos que só criticam evangélicos. É visível a necessidade de uma "nova reforma", mas quando conhecemos a história mais a fundo de cada escritor destes blog´s, também encontramos a história destes estudiosos que são na maioria somente estudiosos e poucos estudiosos que literalmente colocaram a mão na massa.




A história de Calvino exemplifica o que acontece hoje, a história relata que "na noite em que Calvino permaneceu em Genebra, William Farel, o líder da Reforma naquela cidade, descobriu que ele estava ali e o procurou. Esse encontro foi um dos mais importantes da história, não somente a de Genebra, mas também para o mundo, conforme Calvino relatou mais tarde em seu prefácio do comentário sobre o livro dos Salmos:

Farel, que ardia com um zelo extraordinário pelo avanço do Evangelho, percebeu imediatamente que meu coração estava decidido a devotar-se aos estudos, para o que eu desejava manter-me livre de outras atividades. Vendo que nada ganharia através de pedidos, Farel proferiu uma imprecação na qual Deus amaldiçoaria meu isolamento e a tranqüilidade dos estudos que eu buscava, caso eu recusasse e recusasse a dar assistência, quando a necessidade era tão urgente. Essa imprecação me afetou grandemente, e me invadiu com tão grande terror que desisti da jornada que havia começado.

Em resposta ao desafio de Farel, o jovem teólogo concordou em ficar, reconhecendo que este era o objetivo de Deus para sua vida. Em vez de estudar no barulho ensurdecedor do silencio, enclausurado em Estrasburgo, Calvino de repente mudou o foco de suas atenções para Genebra. Desse acontecimento pra frente, toda página de 48 volumes de livros e tratados e sermões e comentários e cartas que escreveu seriam martelados na bigorna da responsabilidade pastoral. Calvino tomou sobre si as responsabilidades em Genebra, primeiramente como professor das Escrituras e quatro meses depois, pastor da Catedral de Saint Pierre (São Pedro)."



Não adianta só criticar, estudar, pesquisar e ficar só nisso. O Evangelho é mais do que isso. Recentemente tive a oportunidade de conhecer um Pastor na cidade de Mantova na Itália, pernambucano, que não tem o conhecimento que tantos exigem, mas tem a graça e unção de Deus e é usado de forma especial pelo Senhor. Que nossas palavras se tornem em ação contínua, porque se não for assim, tornam-se palavras vazias!



A urgência missionária está ai na "cara" e tem gente que só se preocupa em estudar e não consegue praticar o que aprendeu. Apenas crítica, julga sem conhecer, fala sem ter experiência, acusa e se baseia na experiência dos outros. Sou a favor de estudar, ter conhecimento, mas prática e conhecimento andam juntos, não posso julgar aquilo que somente vejo e nunca fiz nada.


Como diria Harold Medina: "Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito. "


Se eu estudo, é para servir melhor. Se eu tenho cnhecimento, seja para me concentrar nas coisas de Deus, servir ao próximo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O valor de viajar - Simone de Melo



Toda vez que viajo, descubro que não posso levar tudo que quero. Se assim o fizesse, ultrapassaria o que companhia aéra permite. Então, tento ser o mais prática possível... Principalmente, eu, sendo mulher, tendo várias vontades...

Fico me perguntando enquanto arrumo as malas: Se eu precisar do secador e onde estou indo não tiver? Levo esta ou aquela roupa? De frio ou de calor? É uma guerra interna, uma indecisão contínua... E tantas outras coisas... Mas acabo deixando de lado. Deixo para trás o que não posso carregar comigo, mesmo assim no caminho ainda fico me lembrando que deixei algo que deveria ter trazido ou (quase) sempre chego a conclusão que muita coisa que levei não serviu para nada...rsrs

É ai que percebo que partir é ter uma nova experiência, sentir, valorizar o que não pode ir comigo. "Pior que terminar uma viagem, é nunca partir" A partida tira a escamas dos olhos para o que deixamos e a distância nos leva a enxergar o que deixamos de verdade e dar um novo valor.

Tudo isso nos mostra quem realmente somos, o que amamos e o que é fundamental para que a gente continue sendo. Ao participar de um mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de dar mais valor mais ao meu lugar, as minhas origens, mesmo que tantos tentem me mudar, pressionem para isso. Então vem a vontade e o desejo de querer voltar onde a viagem começou.


É necessário sair na direção contrária da realidade que nos afasta do que deixamos lá trás. São lugares, pessoas que não pertencem dentro do nosso mundo diário, que nos levam a valorizar o que não levei na mala de viagem. Quando entro no lugar desconhecido, descubro que os meus olhos se abrem para enxergar de um jeito novo o lugar que é meu.