domingo, 14 de janeiro de 2018

O SACRIFÍCIO DA EXPIAÇÃO - EBD BETEL



COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Levítico 1.1-17

 “Os sacrifícios abordados neste capítulo são tidos como ofertas ou dádivas a Deus, tiradas dentre os bens do ofertante” (Oxford Annotated Bible, in loc.).

Os animais que podiam ser usados nesses sacrifícios eram:
o touro, o novilho, a novilha, o carneiro, a ovelha, o bode e algumas aves (vs. 14)


Atos dos Sacerdotes
- Apresentação do animal
- Sobreposição das mãos
- Sacrifícios, exceto de aves
- Preparação da oferta, retirada da pele, desmembramento, lavagem
- Coleta e manipulação do sangue
- Animal queimado por completo
- Retirada da carcaça

Estamos tratando aqui de ofertas pelo pecado. Um homem de consciência pesada trazia o animal para ser sacrificado como expiação por seu pecado.

Os animais assim oferecidos não podiam ter defeito nem doença.

Oferecer um animal defeituoso era um insulto a Yahweh. Ver Mal. 1.14. O próprio ofertante trazia o animal a ser sacrificado até o altar de bronze. Êx 27.1.

1. De gado graúdo (vss. 3-9).
2. De gado miúdo (ovelhas e bodes; vss. 10-13).
3. De cereais, também chamados ofertas de manjares (cap. 2).


Vs 3 - ...de sua própria vontade...

Para que o homem seja aceito.

Algumas traduções dizem aqui “voluntariamente”. Ambas as traduções são possíveis, com base no original hebraico. Mas a forma dada por nossa versão portuguesa parece ser a que tem o apoio da grande maioria dos estudiosos. “Os cinco sacrifícios aqui descritos são: holocausto, de manjares, pacíficos (de comunhão), pelo pecado e pela culpa.

Oferta de grãos
As ofertas de cereais são apresentadas após os holocaustos, pois normalmente os acompanhavam (Núm. 14.15; 28.27,28; Lev. 7.12-14). As ofertas pelo pecado e pela culpa aparecem juntas, porquanto havia entre elas certo número de similaridades, sendo prescritas para determinadas situações que requeriam remédio” (F. Duane Lindsey, in loc.).

E porá a mão. A imposição de mãos era obrigatória por parte dos ofertantes, tanto no caso dos holocaustos quanto no das ofertas pacíficas. Cf. Lev. 3.2,8,13 e 8.22 (ofertas pacíficas) com Lev. 4.4,15,24,29,33 e 8.14 (holocaustos). O indivíduo que assim oferecia um sacrifício transferia para este o intuito (ou propósito) que tinha em mente, o que envolvia um ato vicário. O ofertante impunha ambas as mãos entre os chifres do animal, quando este ainda estava vivo; e ninguém podia fazer isso em lugar do ofertante. Ao impor as mãos, pois, ele estava confessando seus pecados e pedindo que prevalecesse o poder da expiação, Desse modo, o ofertante identificava-se com a vítima. O ofertante “morria”, mas dessa maneira vicária. A vítima era aceita em lugar dele e perdia a sua vida em total dedicação à causa do ofertante.


Para que seja aceito. Deus aceitava o sacrifício, e, consequentemente, o seu ofertante, pois, no ato vicário, essas duas coisas eram inseparáveis — o ofertante e o seu sacrifício. Isso possibilitava o acesso (ver sobre isso no Dicionário), sendo esse o tema principal do livro de Levítico. Ver II Cor. 5.21 quanto à aplicação cristã dessa verdade. Em Cristo, o crente recebe a justificação e a santidade positiva, e não somente a cobertura do pecado. Pois em face da obra de Cristo, ocorre a obra do Espírito.

Para a sua expiação. No hebraico, o termo kipper significava, originalmente, esfregar; mas acabou adquirindo o sentido de cobrir, limpar, apagar. A verdadeira cobertura do pecado é obra de Deus (Jer. 18.23; Sal. 78.38), mas isso era simbolizado pelo ato expiatório com o animal. 0 homem é aceito pela vontade de Deus, e assim seus pecados são cobertos, limpos e apagados. Naturalmente, em Cristo, temos a realidade, realidade essa que era representada por aqueles atos simbólicos. O valor expiatório é expresso neste versículo e em Lev. 14.20; 17.24; Miq. 6.6; Jó 1.5 etc. Dentro da teologia dos hebreus, os holocaustos tinham esse valor. Ver também Lev. 3.2,8,12; 4.4,15,24; 6.18.

Depois Imolará. Quem executaria o animal? O ofertante. O ofertante não abatia o sacrifício somente no caso de aves.

0 sangue, considerado a vida do animal, era derramado para que houvesse a morte. Esse sangue era aspergido sobre o altar, diante de Deus. Ver Lev. 17.11; Gên. 9.4; Dt 12.23.0 sangue era o princípio vital do animal, de acordo com um aspecto biológico, mas não a essência que controlava o seu corpo.

O sangue, que é o princípio vital biológico, fazia expiação sobre o altar, por ser isso agradável diante de Deus. A vida era entregue à morte, vicariamente, por causa do pecado do ofertante, mas isso somente anulava os pecados mediante cobertura, ocultando- os dos olhos de Deus. 

“O sangue, sede do mistério da vida, era reputado peculiarmente sagrado diante de Deus. Logo, com base no princípio do sacrifício de vida por vida, o derramamento do sangue era eficaz para obtenção do perdão dos pecados e para a reconciliação do homem com Deus. O ato de lançar o sangue contra o altar simbolizava a participação de Deus na cerimônia de expiação (Êxo. 24.6-8)" (Oxford Annotated Bible, in ioc.). O ofertante sacrificava o animal seccionando sua garganta, no lado norte do altar (vs, 11), enquanto os sacerdotes aparavam o seu sangue. Os sacerdotes serviam de testemunhas e participantes, que aparavam e aspergiam o sangue.

O ofertante também esfolava o animal e o partia em pedaços (vs. 12). Cf. Lev. 8.20 e Êxo. 19.17. O sacerdote recebia o couro por seus serviços (Lev. 7.8), mas o resto tinha de ser totalmente queimado, se fosse holocausto, para que fosse eficaz no perdão de pecados. Alguns estudiosos veem os grandes sofrimentos de Cristo simbolizados no ato de esfolamento e de despedaçamento do animal.

Os filhos de Arão... porão. A preparação para a queima do animal era feita pelos sacerdotes. A lei do vs. 7 foi formulada quando os sacrifícios ainda eram efetuados em muitos lugares diversos, e não somente no tabernáculo, e antes dos dias quando o altar único tinha seu fogo perpétuo (Lev. 6.13). Alguns eruditos pensam que o ato mencionado neste versículo se aplicava somente aos holocaustos, no grande altar de bronze, do tabernáculo, e que posteriormente não se apagava mais o fogo desse altar.

Lenha sobre o fogo. Madeira era o único combustível permitido sobre o altar de bronze, e era mister que fosse lenha provinda da congregação (Nee. 10.34; 13.31), e não lenha que alguém trouxesse de sua casa. Era mister que fosse madeira de primeira qualidade, não defeituosa ou apodrecida. O povo havia trazido tal madeira, como uma de suas muitas dádivas (Nee. 10.34; 13.31); e trazia-se madeira tirada do depósito de madeira, para as oferendas individuais. No caso do templo de Jerusalém, havia um depósito de lenha, no lado nordeste, no átrio das mulheres, em tempos posteriores, com essa finalidade. No caso do tabernáculo, porém, não somos informados sobre onde era guardada a lenha.

Várias porções do animal sacrificado eram postas sobre a lenha, a fim de serem queimadas, incluindo a gordura, sempre tão escolhida para propósitos de oferta. Os sacerdotes tinham de fazer esse trabalho, visto que estava diretamente ligado ao serviço do altar. Alguns eruditos pensam que isso representa a crucificação de Jesus. O vs. 12 deste capítulo mostra que os pedaços do animal eram postos sobre o altar em determinada ordem. Aqui não nos é dada nenhuma informação a esse respeito; mas, quanto a tempos posteriores, os pedaços eram postos mais ou menos na mesma posição que tinham ocupado no anima! vivo. O despedaçamento do animal servia para que a queima fosse mais fácil. Um animal inteiro precisava de muito mais tempo para ser consumido no fogo.





Créditos - Comentários Chaplim

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

COMENTÁRIOS ADICIONAIS - LIÇÃO 9 SANTIFICAÇÃO: vontade e chamado de Deus para nós

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
LIÇÃO 9 SANTIFICAÇÃO: 
vontade e chamado de Deus para nós
03/12/2017



INTRODUÇÃO
Sem a santificação, nenhum homem jamais poderá ver a Deus (ver Heb. 12:14). A intenção do evangelho, é fazer a santidade divina tornar-se uma realidade em nossas vidas, tanto no sentido de ausência de vícios, como no sentido de presença de virtudes.

Em Hebreus somos conduzidos ao tema principal da epístola, Cristo como perfeito sacerdote para toda a humanidade. A clara alusão é ao pecado como uma contaminação, uma imundície da qual o homem não pode purificar-se. Faltando-lhe a purificação, ele não tem acesso a Deus. 

Os pecadores sentem sua contaminação, buscam por quem lhes possa restaurar sua pureza perdida. Acham consolo na promessa que diz: ‘...ainda que os vossos pecados são como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve...’ (Is. 1:18). 

A purificação do pecado inclui: 
1. A remoção do pecado da alma do pecador; 
2. a santificação de sua alma, ficando apagadas as máculas de caráter; 
3. a plena expiação pelo pecado; 
4. a restauração do pecador ao favor divino; 
5. a remoção dos empecilhos à transformação moral segundo a imagem de Cristo; 
6. a preparação para transformação segundo a imagem de Cristo, provocada pela transformação moral. 

TEXTO DE REFERÊNCIA 1 TS 4.2-8

A IGREJA EM TESSALÔNICA 

A história da fundação da comunidade cristã de Tessalônica se acha em Atos 17:1-14. 

Paulo fundou aquela igreja durante segunda viagem missionária, tendo depois partido precipitadamente de Tessalônica, após ter conquistado certo número de convertidos. Em Tessalônica, Paulo, Timóteo e Silas sofreram severas perseguições da parte dos judeus incrédulos e, debaixo de pressão, foram forçados a abandonar a cidade, dessa circunstância, portanto, é que surgiu a necessidade desta epístola, porquanto também os problemas surgiram na comunidade cristã de Tessalônica assim que partiram dali os pregadores cristãos. Dali partiram para Beréia; depois, para Atenas. Mas a retirada precipitada dos obreiros do evangelho deixou os membros da igreja de Tessalônica um tanto menos alicerçados nos ensinamentos cristãos, especialmente no que concerne às questões morais. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

COMENTÁRIOS ADICIONAIS - Lição 8 - A Ordenança da Ceia do Senhor - EBD Betel 19/11/2017

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Lição 8 - A Ordenança da Ceia do Senhor - EBD Betel 19/11/2017


INTRODUÇÃO

"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, Entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele Comigo." Ap.3.20

A Ceia do Senhor e o batismo são as duas ordenanças instituídas por Cristo para serem observadas pela Igreja. A Ceia do Senhor surgiu da última páscoa de Cristo com seus discípulos antes da crucificação. O propósito da ceia é proclamar simbolicamente a morte de Cristo. Ele pede que cada cristão se prepare com cuidado cada vez que celebra ra Ceia do Senhor.

A Bíblia nos mostra claramente a origem da Ceia do Senhor, e isso encontramos nos Evangelhos de Mateus (26:26-29), Marcos (14:22-25) e Lucas (22:14-20), e também vemos sua prática posterior em Atos (2:42; 20:7) e 1 Coríntios (10:16; 11:23).

VIDEO AULA


1. CEIA DO SENHOR E SEU SIGNIFICADO


HISTÓRIA
Na noite anterior à sua morte, nosso Senhor Jesus Cristo reuniu-se com os discípulos no cenáculo (é o termo usado para o local onde ocorreu a Última Ceia e onde atualmente se encontra um grande templo. A palavra é um derivado da palavra latina cena, que significa "jantar") para tomar a refeição da páscoa. Todos os anos, o povo judeu reunia-se para celebrar a páscoa, uma refeição especial ordenada por Deus para comemorar a libertação de Israel.

Ele lançou uma série de pragas sobre o Egito, para livrar Israel do poder de faraó. Foi só após a última praga - a morte dos primogênitos em toda terra do Egito - que faraó finalmente concordou em deixar o povo partir. Os israelitas protegeram-se da praga contra os primogênitos aplicando sangue de um cordeiro morto nos umbrais das portas e nos beirais de suas casas. Depois, comeram o cordeiro assado, juntamente com pães asmos e ervas amargas, uma refeição que passou a ser conhecida como Ceia da Páscoa (ou passagem, pesach) porque o anjo da morte passou por eles.

Sempre que um israelita participava da festa anual da páscoa, lembrava-se de que Deus livrou sua nação da escravidão no Egito. A páscoa celebrada hoje ainda relembra esse grande livramento histórico, mas não vê o livramento maior que prenunciava: a cruz de Cristo.

Jesus tomou aquela antiga festa e a transformou numa refeição com um novo significado, quando instruiu os discípulos a beber o cálice e comer o pão em memória de sua morte em favor deles. O Calvário supera o Êxodo do Egito como o maior evento redentor da história.

Os cristãos não relembram o sangue dos umbrais e nas vergas, mas o sangue derramado na cruz.


COMO ERA A CEIA NOS TEMPOS DE JESUS

domingo, 12 de novembro de 2017

LIÇÃO 8 - A ORDENANÇA DA CEIA DO SENHOR - EBD Betel - Conteúdo da Lição - 19/11/2017

CONTEÚDO DA LIÇÃO




TEXTO ÁUREO
"Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha." 1 Co 11.26

VERDADE APLICADA
A Ceia do Senhor é uma ordenança de Cristo, um memorial de Sua morte redentora e um alerta de Seu retorno.

TEXTO DE REFERÊNCIA - 1 Co 11. 23-26
Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. 1 Coríntios 11:23-26

INTRODUÇÃO
Batismo e Ceia são ordenanças de Jesus. O batismo em águas aponta para nossa união com o Senhor em Sua morte, Sepultamento e Ressurreição; e a Ceia, para continuidade de nossa comunhão com o Senhor pela Nova Aliança.

1. CEIA DO SENHOR E SEU SIGNIFICADO
Um pouco antes de ser traído, Jesus se reuniu com Seus discípulos para uma reunião comemorativa que marcaria para sempre a humanidade. Essa refeição deveria ser comemorada pelas futuras gerações, para demonstrar o profundo significado que Ele fez por todos nós. A Ceia é um memorial de Sua morte; é a proclamação da Sua obra redentora e um alerta quanto ao seu retorno. (1Co 11.24-26).


1.1. O contexto da instituição da Ceia
A Ceia do Senhor é a segunda ordenança que Jesus deixou para a Igreja (o batismo em águas foi a primeira). Foi instituída pelo Senhor “na noite em que foi traído” (1Co 11.23), quando da celebração da última Páscoa com Seus discípulos (Lc 22.15). A Páscoa era uma das três grandes festas dos judeus, sendo as outras: Pentecostes e Tabernáculos. A Pascoa apontava para três fatos importantes na história de Israel: o fim da escravidão vivida no Egito; o início de uma nova vida; e o começo da caminhada rumo a Terra Prometida (Êx 12.1, 14, 27). A Páscoa judaica era tipo da perfeita obra da redenção consumada por Jesus Cristo: através do Seu sacrifício, Ele nos liberta da escravidão do pecado, nos proporciona um (novo nascimento) e nos garante, no futuro, estarmos “para sempre com o Senhor”.