domingo, 4 de outubro de 2015

EBD BETEL - COMENTÁRIOS ADICIONAIS Lição 02 – 11 de Outubro de 2015 “A gratidão é o mais nobre sentimento da alma de um cristão”

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EBD BETEL - COMENTÁRIOS ADICIONAIS Lição 02 – 11 de Outubro de 2015 
“A gratidão é o mais nobre sentimento da alma de um cristão”

Professor,
Inicie a aula lendo todo salmo 103, se possível leia duas vezes com sua classe.
Explique o tema principal e como o salmo se desenvolve. Este talvez seja um dos salmos mais lindos de gratidão, leve a sua classe a refletir como temos nos comportado a tantos e tantos benefícios que recebemos do Senhor.

SALMO 103 - TEMA PRINCIPAL
Destaca o Deus amoroso que temos
Deus é amor

QUEM ESCREVEU O SALMO 103
O título sugere que foi Davi, mas entre os estudiosos há outras versões

CONTEÚDO DO SALMO 103.1-6
Entrega total a Deus
Adoração e Louvor a Deus
Pedido de perdão
Reconhecimento do imenso amor e bondade de Deus
A força que vem de Deus
Deus como juiz e advogado
O salmo 103 canta a graça de Deus de forma belíssima, numa poesia hebraica Deus é louvado. 
v 1 - 5 Louvor pessoal
v 6 - 7 Deus liberta seu povo
v 11 - 13 - Deus é amor
v 14 - 18 Deus se inclina ternamente diante da fragilidade humana
v 19 - 22 Louvor Universal

1. BENDIZE, Ó MINHA ALMA, AO SENHOR 

1.1 Falando à própria alma 


O QUE É ALMA?
Significado – Possuidora da vida, sopro de vida ou fôlego de vida - Gênesis 2:7 - Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.

  • No original hebraico o salmista diz para sua própria alma que esta se dedique a louvar ao Senhor
  • O salmista assume o compromisso de bendizer a Deus em todo o tempo com todas suas forças, ele fala à própria alma e ordena que ela Bendiga ao Senhor
  • O salmista num estilo mais nobre diz Bendize - Fala das grandezas do Senhor
  • Muitas vezes é provável que o salmista (no caso aqui provavelmente Davi) teve em algum momento de sua vida uma noite escura da sua alma, se pensarmos em Davi, ele tinha sido um homem que conhecia angústia, perseguição, a luta consigo mesmo, não é por obra do acaso que ele diz "Bendize, ó minha alma, ao Senhor", porque o mesmo que conhecia as noites escuras de sua alma, também poderia ordenar para que ela falasse e anunciasse e se alegrasse das grandezas, dos livramentos, da bondade do Senhor.
  • Trata-se de um ato pessoal do salmista, incentivou a si mesmo
Nós somos um ser social, intelectual e espiritual. Martin Luther King diz que a religião trata com o céu e com a terra. Trata com o corpo e com a alma. O pecado não só separou o homem de Deus, mas também separou o homem de si mesmo. O homem é um ser em conflito, um ser doente, vivendo numa natureza que também está doente e gemendo, mas aqui vemos o salmista em louvor íntimo a Deus, com todas as suas força, ele queria, desejava intensamente agradecer a Deus.

Trata-se de um agradecimento individual, um hino de louvor individual. 

1.2 Alma, não esqueça os benefícios do Senhor 

DEVEMOS LEMBRAR DAS AÇÕES DE DEUS
"Não te esqueças de nenhum de teus benefícios" 
O lugar onde a vida acontece... "Não te esqueças de nenhum de teus benefícios" 
Onde as dores são curadas... "Não te esqueças de nenhum de teus benefícios" 
Onde as frustrações transformam-se em alegrias...  "Não te esqueças de nenhum de teus benefícios" 


1.3 Alma, Ele te perdoa e te sara 

O SALMO BROTA DO AGIR DE DEUS

  • Deus é identificado como perdoador,o que resgata, cura e sacia
  • Seu agir revela quem Ele é
  • O salmista se sente resgatado da "cova", libertado da morte como está escrito no verso 4 - "Ele me salva da morte e me abençoa com amor e bondade"
  • A vida aqui é saciada de benefícios, a dor não é somente amenizada, mas a vida é resgatada.
2. OS BENEFÍCIOS DO SENHOR 

2.1 Ele é quem redime nossa alma da perdição 



NÃO VIVEMOS BLINDADOS, MAS ELE NOS REDIME
Há momentos em que a noite trevosa desce sobre a nossa vida e os horrores do inferno bafejam nossa alma. Sentimos uma opressão do inimigo, com seu hálito pesado vindo sobre nós. Nossa carne treme, nossos ossos são abalados e nossos olhos se enchem de lágrimas. Não escapamos desses ataques. Não vivemos blindados. Estamos expostos ao sofrimento e somos pecadores.
  • Na cruz, o Filho de Deus foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. Agradou ao Pai moê-lo. Ali, suspenso entre a terra e o céu, sorveu cada gota do amargo cálice da ira de Deus. 
  • Na cruz, carregou sobre seu corpo todos os nossos pecados e suportou o juízo de Deus que deveria cair sobre nossa cabeça. 
  • Na cruz ele satisfez todas as demandas da justiça divina ao fazer-se pecado e maldição por nós. 
  • Na cruz, porém, Jesus adquiriu para nós eterna redenção. 
  • Essa noite desceu sobre sua alma, para que a luz bendita do céu invadisse a nossa vida. Ele bebeu o cálice amargo da ira de Deus, para nos oferecer a água da vida. 
  • Ele suou sangue e chorou para que nós pudéssemos experimentar uma alegria indizível e cheia de glória. Ele morreu para nos oferecer a vida eterna.
  • Deus é poderoso para transformar nossas trevas em luz 
  • Deus é poderoso para transformar o sofrimento em alegria

O apóstolo Paulo, homem que enfrentou apedrejamento, açoites, prisões e naufrágios, afirma com entusiasmo, que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias porvir a serem reveladas em nós. Disse ainda que a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, eterno peso de glória, acima de toda comparação.
A DOR QUE É CAUSADA PELO ESPÍRITO SANTO, gera VIDA

2.2 Farta de bens a nossa boca e nos rejuvenesce 


Quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia (Salmo 103.5).

Esse versículo traz uma revelação de como as vitórias são obtidas: nossa palavra faz o poder de Deus operar em nosso favor. 

O Senhor promete encher a nossa boca de bens, isto é, dons ou habilidades, com os quais seremos curados e libertos do envelhecimento precoce, da paralisia que envolve a mente quando avançamos na idade, e do imobilismo adquirido por termos tentado várias vezes algo, sem jamais conseguirmos a vitória. Nós somos o que dissemos ontem; amanhã, seremos o que tivermos falado hoje.

A ÁGUIA
Renovação da Águia é uma das histórias mais conhecidas e que muito pode tocar o ser humano pela resistência de mudanças necessárias durante o ciclo da vida. 
A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Vive cerca de 70 anos. Aos 40 anos de idade, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta.
O bico, alongado e pontiagudo se curva, suas asas tornam-se pesadas em função da grossura de suas penas, estão envelhecidas pelo tempo. Já se passaram 40 anos do dia em que a jovem águia lançou vôo pela primeira vez.
Hoje, para a experiente águia, voar já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas:
Deixar-se morrer…ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá se recolher em um ninho que esteja próximo a um paredão. Um local Seguro de outros predadores e de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.
Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o seu bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Pacientemente, espera o nascer de um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas. Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas.
Após cinco meses, “Esta Renascida”, sai para o famoso voo de renovação, certa da vitória e de estar preparada para viver, então, por mais 30 anos. 
Muitas vezes, em nossas vidas, temos que parar e refletir por algum tempo, e dar início a um processo de renovação e isto só pode acontecer se tivermos nossa vida pautada no Senhor.
...de sorte que a tua mocidade se renova como a águia - Salmo 103.5

2.3 Os caminhos do Senhor são conhecidos 

CONFIE EM DEUS - Você conhece Seus caminhos





3. LIÇÕES PARA UMA ALMA Sà


3.1 O tratamento divino 


TRABALHO COM A CLASSE
Decorando o Salmo 103 - Divida em grupo e peça que cada um decore um versículo e peça que apresente como um jogral - São 22 versículos, divida o Salmo pela quantidade de pessoas.

Após a apresentação, peça que cada grupo explique na visão deles até a onde vai misericórdia de Deus? Qual o tratamento divino na visão do grupo para o ser humano que já conhece a Deus?

3.2 O Senhor se compadece dos que O temem

RECONHEÇA A IMPORTÂNCIA DO TEMOR A DEUS
O temor a Deus é algo preciosíssimo. Ele resume o sentido da vida: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: teme a Deus e guarda os Seus mandamentos” (Ec 12.13). Ele é que faz a vida valer a pena. O temor a Deus é importantíssimo para o crente, pois ele é o “tesouro” dos crentes (Is 33.6), o princípio da sabedoria (Pv 1.7), a fonte de vida (Pv 14.27) é aquilo que faz a diferença entre o justo e o ímpio (Ml 3.16).
  1. Devemos buscar a restauração do temor a Deus: Deus é quem põe o seu temor nos corações humanos. “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.39-40). Se Ele põe, Ele preserva e restaura. 
  2. Precisamos desfrutar do temor do Senhor: Quando somos tomados pelo temor de Deus, experimentamos bênçãos maravilhosas. Desfrutamos da alegria (Sl 147.11) e da misericórdia de Deus (Sl 103.11 e 17). Confiamos mais em Deus (Sl 115.11) e fugimos do mal (Pv 16.6). Somos abençoados com toda sorte de bênçãos (Sl 112) e temos os nossos desejos realizados (Sl 145.19). Obedecemos a Deus cumprindo os seus propósitos (Hb 11.7) e nos dispomos a entregar aquilo que Ele nos pede (Gn 22.12).


3.3 Ele conhece a nossa estrutura 

Professor, você pode terminar a lição de hoje contando este lindo testemunho de Horátio G. Spafford:

ESTÁ TUDO BEM COM A MINHA ALMA

Horátio G. Spafford (1828-1888) nasceu em North Troy, Nova York no dia 10 de outubro
de 1828. Ele foi um crente convertido a Cristo pelo evangelista Dwight L. Moody. Tornou-se um advogado
próspero financeiramente na cidade de Chicago. Mesmo depois de seu sucesso financeiro, continuou mantendo estreito relacionamento com Moody, bem como profundo interesse pelas campanhas de evangelização. Tinha apurado gosto pela música e era devotado ao estudo das Escrituras.


Meses antes do grande incêndio que atingiu a cidade de Chicago em 1871, Spafford tinha feito pesados investimentos financeiros em uma área que foi totalmente destruída pelo fogo. Não bastasse esse terrível abalo financeiro, Spafford passou também pela dolorosa perda do seu filho. A morte do filho trouxe grande
sofrimento para toda a família. O piedoso advogado, procurando um tempo de refrigério e descanso, resolveu viajar com a esposas e as quatro filhas para a Europa, onde se uniria a Moody e Sankey em uma campanha
evangelística na Inglaterra em 1873. 


Em novembro daquele ano, devido a inesperados compromissos de negócio, Spafford precisou permanecer em Chicago; mas, ele enviou sua esposa e as quatro filhas conforme já estava programado no navio S. S. Ville du Havre. Sua expectativa era seguir viagem dias depois. No dia 22 de novembro daquele ano, o navio sofreu um acidente, e naufragou em doze minutos. Dias depois, os sobreviventes finalmente chegaram em Cardiff, no País de Gales, e a senhora Spafford mandou um telegrama ao seu marido: “Salva, porém só”.


As quatro filhas morreram naquele naufrágio. Imediatamente após receber a mensagem da esposa, Spafford tomou um navio e foi ao seu encontro. Próximo ao local do acidente, Spafford profundamente comovido, sustentado pelo Deus que inspira canções nas noites escuras começou a escrever: “Se paz a mais doce, me deres gozar/Se dor a mais forte sofrer/Oh seja o que for, tu me fazes saber/Que feliz com Jesus sempre sou”. 

É tremendo perceber que o hino escrito por Spafford não se concentra em seu sofrimento, mas na gloriosa obra de Cristo e a promessa bendita da sua vinda. Humanamente falando, é espantoso notar que mesmo depois de tão grande tragédia, Spafford pudesse escrever no coro do hino:  Está tudo bem com minha alma, está tudo bem com minha alma”.

O Deus de Spafford é o nosso Deus

  • Ele é o único Deus vivo e verdadeiro. 
  • Ele é o nosso refúgio na angústia, nosso Castelo Forte na hora da tribulação. 
  • Em nossa dor ele também pode nos consolar. 
  • As nossas lágrimas, ele também pode enxugar. 
  • Em nossa fraqueza, ele pode nos sustentar. Mesmo que prejuízos financeiros,
  • doença e a própria morte nos atinjam, podemos dizer: Está tudo bem com minha alma. Embora o caminho aqui seja estreito, a estrada crivada de espinhos e haja inimigos nos espreitando, podemos ter a certeza de que Deus está conosco. 
  • Ele nos toma pela mão, nos guia com o seu conselho eterno e depois nos recebe na glória. Como Spafford, podemos também cantar: ESTÁ TUDO BEM COM A MINHA ALMA! ESTÁ TUDO BEM COM A MINHA ALMA!

SALMO 103 - NTHL - Hino à bondade de Deus
De Davi.
1Ó Senhor Deus, que todo o meu ser 
te louve! Que eu louve o Santo Deus
com todas as minhas forças!
2Que todo o meu ser
louve o Senhor,
e que eu não esqueça
nenhuma das suas bênçãos!
3Senhor perdoa todos os meus pecados
e cura todas as minhas doenças;
4ele me salva da morte
e me abençoa com amor e bondade.
5Ele enche a minha vida
com muitas coisas boas,
e assim eu continuo jovem e forte
como a águia.
6Senhor Deus julga
a favor dos oprimidos
e garante os seus direitos.
7Ele revelou os seus planos a Moisés
e deixou que o povo de Israel visse
os seus feitos poderosos.
8Senhor é bondoso
e misericordioso,
não fica irado facilmente
e é muito amoroso.
9Ele não vive nos repreendendo,
e a sua ira não dura para sempre.
10Senhor não nos castiga
como merecemos,
nem nos paga de acordo com
os nossos pecados e maldades.
11Assim como é grande a distância
entre o céu e a terra,
assim é grande o seu amor
por aqueles que o temem.
12Quanto o Oriente está longe
do Ocidente,
assim ele afasta de nós
os nossos pecados.
13Como um pai trata com bondade
os seus filhos,
assim o Senhor é bondoso
para aqueles que o temem.
14Pois ele sabe como somos feitos;
lembra que somos pó.
15A nossa vida é como a grama;
cresce e floresce como a flor do campo.
16Aí o vento sopra, a flor desaparece,
e nunca mais ninguém a vê.
17Mas o amor de Deus, o Senhor,
por aqueles que o temem
dura para sempre.
A sua bondade permanece,
passando de pais a filhos,
18para aqueles que guardam
a sua aliança
e obedecem fielmente
aos seus mandamentos.
19Senhor Deus colocou o seu trono
bem firme no céu;
ele é Rei e domina tudo.
20Louvem o Senhor,
fortes e poderosos anjos,
que ouvem o que ele diz,
que obedecem aos seus mandamentos!
21Louvem o Senhor,
todos os anjos do céu,
todos os seus servos,
que fazem a sua vontade!
22Louvem o Senhor,
todas as suas criaturas,
em todo lugar onde ele reina!
Que todo o meu ser te louve,
ó Senhor!

TRADUÇÃO JUDAICA
Salmo 103 De David. 
Bendize o Eterno, ó alma minha, e seja Seu santo Nome bendito por todo o meu ser. Sim, bendize o Eterno, ó alma minha, e não te esqueças de todos os Seus benefícios. Ele é quem perdoa suas transgressões e cura tuas enfermidades, que resgata do túmulo tua vida e te coroa com bondade e misericórdia, e que alimenta com o bem teu crescimento, para que se renove tua juventude como a plumagem da águia. O Eterno pratica a justiça e restabelece o direito dos oprimidos. A Moisés revelou Seus caminhos, e aos filhos de Israel seus feitos. Misericordioso e clemente é o Eterno; lento em irar­se, transbordante de beneficência. Não contenderá nem manterá acesa sua cólera para sempre. Não nos dispensou tratamento na dimensão de nossos pecados, nem nos retribuiu conforme nossa iniqüidade. Pois assim como imensa é a altura do céu acima da terra, assim também é Sua benignidade para com os que O temem. Tão distante quanto o Oriente do Ocidente, Ele distanciou de nós as transgressões que outrora praticamos. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim é Sua compaixão para com os que O temem. Pois Ele conhece nossa natureza e tem presente que do pó fomos feitos. O homem, como a relva são os dias de sua vida; como a flor do campo ele floresce. Mal sopra um vento e ela se esvai, e nem mais se saberá em que lugar ela existiu. Mas por toda a eternidade é a benevolência do Eterno para com os que O temem, e Sua justiça para com todas as gerações, aos que guardam Sua aliança e lembram, para cumpri-los, os Seus mandamentos. Nos céus estabeleceu Seu trono o Eterno, e Seu reino a tudo alcança. Bendizei o Eterno, ó vós que sois Seus anjos, valorosas criaturas que ouvem e cumprem Sua palavra. Bendizei o Eterno, ó vós que sois Suas hostes, Seus servos, cumpridores de Sua vontade. Bendize o Eterno, ó toda Sua criação, em todos os lugares de Seu infinito domínio. Ó alma minha, bendize o Eterno!

Fontes
https://www.bible.com/pt/bible/211/psa.103.ntlh
file:///C:/Users/sramos/Downloads/164-1080-1-PB.pdf
http://hernandesdiaslopes.com.br/2013/04/a-noite-escura-da-alma/#.VhnaRvlViko

EBD BETEL - CONTEÚDO Lição 2 - A gratidão é o mais nobre sentimento da alma de um cristão - 11/10/2015

EDITORA BETEL - CONTEÚDO LIÇÃO 2 - Lição 02 – 11 de Outubro de 2015 
“A gratidão é o mais nobre sentimento da alma de um cristão” 

Texto Áureo 

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim” Lm 3.22 

Verdade Aplicada 

Tudo o que somos, fazemos ou adquirimos vem do Senhor. Não há motivos para orgulho ou vaidade, pois Sua misericórdia é o nosso sustento. 

Objetivos da Lição 

Informar que a alma em momentos de glória ou de aflição pode se esquecer de Deus; 
Mostrar os benefícios do Senhor e nossa transformação por Sua infinita graça e amor; 
Destacar o agir de Deus para conosco por meio de Sua misericórdia, Seu amor paterno, Seu conhecimento de nossas fragilidades. 

Textos de Referência Sl 103.1-6 


Introdução 

Neste salmo, Davi expressa os sentimentos de sua alma e condensa suas experiências em forma de adoração ao Senhor. Ele dá instruções à sua própria alma para que não se esqueça dos benefícios de Deus. 

1. BENDIZE, Ó MINHA ALMA, AO SENHOR 

A alma humana é problemática e tende a se esquecer das bondades de Deus em tempos de grandes provações. Davi sabia muito bem disso e, neste salmo, o encontramos fazendo uma introspecção, dando um alerta para a sua alma, para que ela não se esqueça de todo o trabalho realizado pelo Senhor.

1.1. Falando à própria alma

Este salmo é impressionante porque o salmista não se dirige à posteridade, mas a si mesmo. Ele diz: “Alma, agradeça a Deus por tudo o que há em você. Agradeça por tudo o que você é” (Sl 103.1). E por que Davi se dirige assim para sua própria alma? Ele sabe que o ser humano é formado em iniquidade, que é fruto do pecado e possui tendências pecaminosas (Sl 51.5). Davi sabe que a alma humana é vaidosa e pode num mesmo momento repartir a glória com a depravação. É válido lembrar dos exemplos de Sansão, Salomão e o próprio Davi, Davi reconhece que tudo o que é, e o que possui, é mérito divino e que nada seria se a bondade do Senhor não recaísse sobre sua vida.

1.2. Alma, não se esqueça os benefícios do Senhor
A aposentadoria é um benefício que faz jus a uma vida inteira de trabalho. É o justo reconhecimento dado a alguém que lutou para conquistar tal mérito. Quando Davi diz para sua alma não se esquecer dos benefícios do Senhor, fala de algo mais profundo. Ele fala de uma graça imerecida, a qual lhe alcançou e lhe abençoou grandiosamente (Ef 2.8, 9). Ele está dizendo literalmente para sua alma: “Não deixe que eu me esqueça de quem eu era e não me deixe esquecer que um dia eu estava do outro lado”. Existem dois momentos em que a alma humana pode se esquecer de Deus: a primeira acontece em momentos de gloria; a segunda, em momentos de aflição (Lc 22.54-62).

1.3. Alma, Ele te perdoa e te sara
Davi fala dos benefícios que recebemos do Senhor e diz que Ele perdoa “todas” as nossas iniquidades e sara “todas” as nossas enfermidades (Sl 103.3). O benefício número um da lista é que Deus perdoa “todos” os nossos pecados, não alguns, mas “todos”. Não existe um pecador, por mais vil que seja, que o Senhor não possa perdoá-lo. Ele perdoa todas as nossas falhas como pessoas, como cristãos, como pais, como irmãos e como amigos. Perdoa nossa falta de amor pelos demais, nossa falta de fé e compromisso para com Ele. Deus perdoa as nossas fraquezas. Ele é um grande perdoador e a Palavra de Deus nos afirma que “Sua bondade e misericórdia nos seguirão para sempre” (Pv 16.6; Rm 9.16).

2. OS BENEFÍCIOS DO SENHOR
Seguindo a lista dos benefícios que a alma humana deve glorificar a cada dia, neste ponto destacaremos três coisas importantíssimas citadas pelo salmista: a redenção, a renovação e os caminhos do Senhor.

2.1. Ele é quem redime nossa alma da perdição
Quando andávamos no mundo, vivíamos em trevas, imersos num poço de obscuridade e, por não conhecer a verdade, o amor e a misericórdia do Senhor, éramos arrastados por correntes malignas, intermináveis e infinitas. Éramos pessoas sem esperança, buscando soluções em nosso próprio esforço, sem a fé em algo maior e mais poderoso (Ef 2.12; 1Pe 1.18, 19). Foi dessa má e incerta qualidade de vida que o Senhor nos resgatou e disso a alma não pode jamais se esquecer. Deus nos amou quando éramos ainda pecadores, o que significa que nada fizemos de bom para que isso acontecesse. Ele resolveu nos amar e ponto final (Rm 5.8). O salmista parecia ver os dias atuais, onde poucos cristãos valorizam a salvação que receberam.

2.2 Farta de bens a nossa boca e nos rejuvenesce
Uma vez que o Senhor nos resgata, acrescenta algo mais a nossa vida. “Ele sacia de bens a nossa boca” quer dizer que Deus nos faz nascer outra vez (Ef 2.5). A nova vida traz consigo a liberdade de expressão, um novo cântico, e a boca declara aquilo que é abundante no coração (Lc 6.45; Rm 10.8; Tg 3.10; Mt 12.36). Quando nossa boca fala do que é bom, é porque algo aconteceu, isto é, a regeneração do nosso coração. O renovo do Senhor é semelhante ao de uma águia. Quando todos pensam que ela está no fim, ela renova suas garras, amola seu bico e alça um novo voo. A alma jamais pode esquecer-se de que a última palavra vem de Deus.

2.3. Os caminhos do Senhor são conhecidos
“Fez conhecidos os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel” (Sl 103.7). Aqui vemos duas formas de revelação exposta nas palavras do salmista. Moisés conheceu os “caminhos de Deus” e os filhos de Israel os “feitos do Senhor”. Os feitos representam o que Deus opera pela força de seu poder, os caminhos falam da intimidade, dos planos que são manifestos apenas a um círculo mais íntimo. Moisés falava com Deus, os filhos de Israel falavam com Moisés; Deus se revelava a Moisés, Moisés passava o que ouvia de Deus a eles. Caminhos são coisas que a alma humana precisa aprender a conhecer.

3. LIÇÕES PARA UMA ALMA SÃ
Neste ponto destacaremos três coisas importantes que o salmista faz alusão: a maneira como Deus age em relação a nós em Sua misericórdia, Seu amor paterno para conosco e como conhece nossas fragilidades.

3.1. O tratamento divino
Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades (Sl 103.10). Há momentos em que Deus precisa disciplinar Seus filhos. Contudo, mesmo nesses casos, o julgamento do Senhor é limitado e temporário. Se Deus aplicasse o castigo que de fato merecemos, seríamos lançados fora de Sua presença para sempre. Nesse caso, Deus usa conosco de misericórdia, esta é a causa de não sermos consumidos como merecemos (Lm 3.22). E por que age assim? Porque a penalidade de nossos pecados foi paga de uma vez por todas por um substituto na cruz do calvário (Cl 2.13-15).

3.2. O Senhor se compadece dos que o temem
Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem (Sl 103.13). Aqueles que possuem uma aliança com Deus não precisam temer. O salmista nos revela que Deus agirá conosco da mesma forma que um pai amoroso age com seus filhos. Ao relembrar a parábola do capítulo 15 do livro de Lucas, podemos entender melhor o que o salmista está a nos dizer. Mesmo tendo aquele filho desperdiçado tudo o que possuía, ao voltar arrependido, não encontrou um pai irado, nem disposto a puni-lo. Encontrou um pai pronto a abraça-lo e a restituí-lo. Aquele jovem desejou voltar como um empregado para casa, mas aquele pai lhe ensinou que ele nunca deixou de ser filho (Lc 15.19-25).

3.3. Ele conhece a nossa estrutura
A misericórdia do Senhor é imensa e ainda que não possamos entende-la, nem medir Seu amor para conosco e o alcance de Sua poderosa salvação, devemos ter em mente que Ele nos conhece por completo e, como um pai cuidadoso e amoroso, se compadece de cada um de nós.

CONCLUSÃO 
Aprendemos com Davi que não devemos jamais nos esquecer de tudo o que o Senhor representa em nossa vida. Devemos, num ato de extrema humildade, reconhecer que a vida é passageira e que a grande razão de nossa existência é a misericórdia do Senhor estendida sobre nosso viver.

sábado, 3 de outubro de 2015

EBD BETEL - COMENTÁRIOS ADICIONAIS Lição 1 - Abraão, Um Adorador Por Excelência - 4 de outubro de 2015

EBD BETEL - COMENTÁRIOS ADICIONAIS 
Lição 1 - Abraão, Um Adorador Por Excelência - 4 de outubro de 2015

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PERSONAGENS  1 - Abraão e Isaque
PERSONAGENS 2 - Dois servos de Abraão E o Jumento
MATERIAL - Lenha, Brasas e a Faca 
O SACRIFÍCIO - Carneiro
LOCAL - Terra de Moriá
TEMA PRINCIPAL - O sacrifício de Isaque

Professor, conte e explique a história no início da aula, isso faz com seus alunos fiquem atentos a lição e aos poucos vá descortinando este extraordinário passagem bíblica.

Como está a nossa maturidade espiritual? Como nos comportamos mediante provações? Ansiosos? Confusos? Fujões? Ou somos fiel até o fim e pessoas equilibradas em situações adversas? Vamos extrair lições que irão nos ensinar a sermos maduros e convictos de nosso fé.

Introdução
O "Sacrifício de Abraão" é a chave da construção da história do patriarca, quando lemos o relato de Gênesis 22 levamos especialmente em consideração a descoberta de um Deus de Aliança, portanto podemos tirar para as nossas vidas preciosidades deste testemunho de obediência da fé de Abraão ,que nos dá uma visão de total maturidade espiritual de um homem de Deus em transformação.

Costumo dizer que precisamos de teologia, mas ela precisa andar em conjunto com uma vida transformada. Abraão tinha conhecimento de Deus aliado a uma vida de entrega e confiança total em Deus, era um homem que buscava confiar plenamente no Senhor. 

A história de hoje gira em torno de um possível sacrifício de criança, neste caso Isaque. Naquela época o sacrifício de crianças era uma prática comum com um vizinho de Israel, em Gezer, os cananeus (povo que vivia na Terra Prometida na época de Abraão) encontraram-se inúmeros esqueletos de crianças (os cananeus faziam seus sacrifícios nas colinas desta região), mas em Israel não há registro no livro de Gênesis desta prática no meio do povo de Deus, pelo contrário, vemos em Êxodo 13.2 que o primogênito deveria ser consagrado a Deus.


“Consagre a mim todos os primogênitos. 
O primeiro filho israelita me pertence.." Ex 13.2

E vamos ver nesta história um homem que esperou contra a esperança, que não colocou Deus contra a parede, que simplesmente obedeceu a voz do Seu Senhor, ele não decretou, não determinou, ele aceitou o que Deus havia ordenado. 

Vamos estudar a prova de Abraão diante da ordem de Deus e a a reação do Senhor diante da obediência de Abraão.

1. As atitudes de um adorador

1.1. Disposição para atender

ABRAÃO ATENDEU A ORDEM IMEDIATAMENTE
A ordem de Deus
 Verso 2 0 "Então disse Deus: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”. 

Obediência pura
Percebe-se no texto a repetição do verbo "IR" em concordância com a ordem de DEUS "VÁ"
  • v 3 - preparativos e partidas - e foi ao lugar que Deus lhe dissera 
  • v 4 - 6 - separação no terceiro dia - e foram ambos juntos.
  • v 7-8 - diálogo entre o filho e o pai - E eles foram os dois juntos.
Desde o começo de Gn 22 o narrador nos avisa que vai acontecer uma prova onde Abraão é submetido, se entendemos bem isso, vemos que o intuito principal desta prova é para conhecer o que está sendo provado. A prova ou tentação coloca a pessoa numa situação em que ela é levada é fazer suas provas e que vai revelar quem ela é de verdade.

É importante levantar esta questão em sala de aula, porque quando lemos detalhadamente este texto a narrativa inicial nos leva a observar como será o comportamento de Abraão mediante esta prova. A PROVA ESTÁ ALI, como ele vai reagir? É um ponto chave desta leitura. 

  • Como um servo de Deus deve ou pode se comportar mediante uma prova ou tentação? Abraão atendeu a ordem de Deus e nós? Como nos comportamos?
  • Na visão de Abraão a ordem torna-se uma prova. Por trás do versículo bíblico há toda uma história - "O teu filho, teu único, a quem tu amas" - Veja que provavelmente deve ter voltado na mente de Abraão a promessa de Deus que lhe daria um filho, é neste passado que as palavras ecoavam. E nós? Qual a nossa visão de uma prova de sermos submetidos a uma "perda" daquilo que nos foi prometido e dado pelo próprio Deus e o próprio Deus decidir nos provar para ver quem nós somos?
Abraão atendeu a ordem de Deus e nós?
Abraão não titubeou e nós?

Professor, é uma boa oportunidade para questões de reflexão, mas não se prenda somente neste ponto devido ao tempo de aula, prossiga. 

1.2. Disposição para o trabalho
COMO REAGIU ABRAÃO - UM HOMEM EQUILIBRADO E ÁGIL
A cena descreve os passos de Abraão. São atitudes de uma obediência sem falha. A descrição é precisa. 
  • Preparou o seu jumento.
  • Levou consigo dois de seus servos e Isaque, seu filho. 
  • Depois cortou a lenha para o holocausto e  partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado
A confiança de Abraão é grande, mas nem por isso é cega, Abraão já tinha conhecido o amor fiel de Seu Deus e agora passa por um momento que está sendo questionado, mas mesmo assim está sendo menos apto para continuar confiando, ele não fica parado, vai em frente, totalmente disposto a fazer o que Deus ordenou:
  • Dispõe-se
  • Prepara-se
  • Leva reforço
  • Corta ele mesmo a lenha - TRABALHA, PÕE A MÃO NA MASSA, NÃO ESPERA POR NINGUÉM
  • E vai em direção para onde Deus indica, caminha, anda, prossegue. 

1.3. Direção para prosseguir

O PERCURSO - ABRAÃO INDEPENDENTE DA IDADE, DISPOSTO E PREPARADO.
No versículo 34 do Capítulo 21 de Gênesis relata que Abraão estava em Berseba, fez um acordo com Abimeleque que pediu que tratasse bem a terra que o acolheu e morou muito tempo na terra dos filisteus. 

No Capítulo 22 temos a ordem de Deus que o envia para a Região de Moriá que pelo registro bíblico ficava a três dias de Berseba. 

Se nossas forças físicas vão sendo diminuídas na velhice, nossa maturidade espiritual vai se robustecendo.

O mapa abaixo foi extraído hoje do google maps para entendermos a distância entre Berseba, o Monte Moriá (ver a explicação abaixo, a diferença entre Monte Moriá e Terra de Moriá) e Jerusalém.




VEJA O COMENTÁRIO ABAIXO DA BIBLIOTECA ON-LINE Torre de Vigia
Alguns tem objetado à identificação do monte Moriá com o monte do Templo em Jerusalém, por causa da sua distância de Berseba e de não ser observável “à distância”. Mas, Abraão devia fazer a viagem “à terra de Moriá”. No primeiro dia, Abraão levantou-se cedo, selou seu jumento, rachou a lenha, colocou-a sobre o animal, e depois iniciou a jornada. (Gên 22:2, 3) Foi “no terceiro dia que Abraão levantou os olhos e começou a ver o lugar [a terra de Moriá] à distância”. 

Assim, o segundo foi o único dia só de viagem. Sobre a visibilidade do monte Moriá e a distância da viagem, O Novo Dicionário da Bíbliaobserva: “Entretanto, a distância do sul da Filístia para Jerusalém é de cerca de 80 quilômetros, que bem pode requerer três dias de viagem, e no livro de Gênesis o lugar em foco não é um ‘monte Moriá’, mas um dentre diversos montes numa terra desse nome, e as colinas sobre as quais Jerusalém está edificada são visíveis à distância. Por conseguinte, não há necessidade de duvidarmos que o sacrifício de Abraão teve lugar no local que posteriormente foi Jerusalém, se não na colina do Templo.” (Editor Organizador J. D. Douglas, 1966, Vol. II, p. 1073, Junta Editorial Cristã) 

Portanto, é concebível que a jornada de uns 80 km a pé, de Berseba ao monte Moriá, tivesse levado mais de dois dias inteiros.

Evidentemente, o monte Moriá ficava bastante distante da Salém do tempo de Abraão, de modo que a tentativa de sacrificar Isaque não ocorreu em plena vista dos habitantes da cidade. Não há registro de que estes tenham presenciado o incidente ou tentado interferir nele. Que o lugar ainda se encontrava um tanto isolado séculos depois pode ser deduzido de que, nos dias de Davi, havia uma eira no monte Moriá. Todavia, não se faz nenhuma menção de construções naquele lugar. — 2Cr 3:1.

Atualmente, o santuário islâmico conhecido como Domo do Rochedo fica no alto do monte Moriá.

2. Chegando ao lugar de destino

2.1. Ele viu de longe o lugar
O TERCEIRO DIA - TENSO, MAS CONFIANTE
No terceiro dia Abraão vê o lugar de longe após se levantar, no meio de dois diálogos, primeiro com os servos e depois com o filho, esta cena torna a ocasião aparentemente mais lenta e dolorida, reforçando a tensão do momento.

É aqui que vemos uma obediência profunda nos gestos e palavras de Abraão, ele se dirige aos servos e pedem que fiquem no local, até que ele adore e volte. 

Ele confia, como se ele estivesse se jogando no escuro "nós voltaremos até vocês" - Uma confiança obscura. E sua resposta a pegunta de Isaque demonstra mais uma vez uma confiança em Deus "Deus proverá". Abraão sabe que deve sacrificar seu filho, ELE IGNORA LITERALMENTE "OS PORQUÊS" A DEUS, ele se entrega e continua com o amor fraternal ao filho. Fica claro quando ele diz "meu filho". ELE AVISTA O LUGAR e vai.

2.2. O centro da vontade de Deus
ISAQUE, MAIS QUE UM FILHO
Ele é a promessa realizada e é aquilo que Abraão deveria renunciar naquele momento. Deus são se contenta com meias medidas, meias verdades, desde do início do relacionamento de Abraão com Deus, ele promete uma descendência, enquanto a promessa não se cumpriu, ele teve um filho com a serva de Sara, mas promessa é promessa, porém nesta situação:

Como poderia a vida nascer da morte? 
Não teria cabimento. Era através de Isaque que Deus cumpriria Sua promessa, Abraão pela fé precisar estar no centro da vontade de Deus. Era como se estivesse destruindo o que tinha sido construído por Deus. 

2.3. Disposto a ir até o fim
A PROVAÇÃO - ABRAÃO VAI ATÉ O FIM
Foi o teste mais severo que um pai e um filho tiveram que se submeter e pelo qual ambos passaram sem vacilar, com igual devoção e lealdade a Deus. Abraão estava disposto a ir até o fim.

Madame Guyon disse que "nossa fé não será realmente testada até que Deus nos peça para suportar o que parece insuportável, a fazer o que parece exagerado e a esperar o que parece impossível". 


Se você olhar para Abraão caminhando para Moriá com seu filho Isaque, a lição é: Nós vivemos pelas promessas, não pelas explicações.

Professor, é um excelente momento para um trabalho com a classe.


Trabalho em Equipe - Disposto a ir até o fim


Situação 1 - Sobre perseguição religiosa real aos cristão no ano 64
No ano 64 D.C Nero tinha 27 anos e  diz os historiadores que ele mesmo queria reconstruir a cidade de Roma, pôs fogo na capital, sete noites, seis dias de incêndio, quando terminas chamas dos 14 bairros de Roma, 10 estavam destruídos, os outros 4 restantes habitados por judeus e cristão dão a Nero a desculpa perfeita para colocar a culpa nos cristãos e começa sangrenta perseguição contra os crentes. Cristãos eram queimados vivos em praça pública. Os crentes eram enrolados em peles de animais, jogados nas arenas para os leões famintos devorarem. 

O que você faria se fosse um cristão desta época? Você estaria disposto a ir até o fim?

Situação 2 - Sobre fé e confiança

Se fosse você Abraão, o que realmente você faria no lugar dele desde o início quando Deus dá ordem. Você estaria dispostos para ir até o fim?

3. Deus proverá o cordeiro

3.1. A revelação de Cristo vivo
ABRAÃO E ISAQUE - JESUS -  O FILHO QUE VAI AO CALVÁRIO: 
  • Isaque foi o filho do coração, Jesus foi o Filho amado do Pai; 
  • Isaque foi até Moriá sem reclamar, Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz; 
  • Isaque foi filho de profecias, Jesus é o Filho prometido; 
  •  Isaque teve seu sacrifício preparado, o sacrifício de Cristo foi preparado na eternidade; 
Jesus disse para os Judeus: “Abraão, vosso Pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56). 
Em Moriá, quando Isaque foi colocado no altar, Abraão viu o dia da morte e da ressurreição de Cristo:
  • O Pai e o Filho agiram juntos – Em Gn 22:2,8 somos informados duas vezes que Pai e Filho andaram juntos. A Bíblia diz que Deus amou o mundo (Jo 3:16) e Jesus amou aqueles por quem morreu (1 Jo 3:16). 
  • O Filho tinha que morrer – Abraão pegou o cutelo e o fogo, ambos instrumentos de morte. No caso de Isaque houve um substituto, mas ninguém pode tomar o lugar de Cristo na cruz. 
  • O Filho teve que carregar o fardo do pecado sobre os seus ombros – A lenha é mencionada 5 vezes nesse texto. Deus fez cair sobre Jesus a iniquidade de todos nós. Ele foi transpassado pelas nossas transgressões.
  • O Filho foi levantado da morte – Isaque morreu apenas num sentido figurado (Hb 11:19), mas Jesus realmente morreu e ressuscitou. 
3.2. A porta dos inimigos
A PROMESSA DE DEUS - ABRAÃO RECEBE MAIS DE DEUS
A promessa de benção na vida de Abraão inclui que a descendência de Abraão seria sempre vencedora sobre seus inimigos, desde o início da sua caminhada com Deus, o próprio Deus faz uma promessa e agora ela é renovada. 

3.3. Adorando a Deus
A ADORAÇÃO DE ABRAÃO - SINCERA E COMPLETA
  • Abraão descreveu toda aquela dramática experiência como ADORAÇÃO (v. 5). Ele obedeceu a vontade Deus e procurou agradar a Deus. E Deus lhe disse: “Agora eu sei que temes a Deus”. Ele é um homem aprovado pelo céu. 
  • Abraão aprendeu um novo nome de Deus – (22:14) – Jeová-Jiréh, “O Senhor proverá, no monte do Senhor, o Senhor proverá”. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Deus o proveu para você e para mim. 
Conclusão
Faça a conclusão com sua sala e Boa Aula.


EBD BETEL - CONTEÚDO Lição 1 - Abraão, Um Adorador Por Excelência - 4 de outubro de 2015

CONTEÚDO LIÇÃO 1 - EDITORA BETEL - 4º TRIMESTRE 2015
Abraão, Um Adorador Por Excelência4 de outubro de 2015

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Texto Áureo
“E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós”. Gênesis 22.5

Textos de Referência

Gênesis 22.1-4
1 E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
2 E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
3 Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
4 Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.

EBD BETEL - 4º Trimestre de 2015: Maturidade Espiritual - CONTEÚDO E COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Lição: 1 - 4º Trimestre - Editora Betel 
Data: 4 de outubro de 2015
Tema: Abraão, Um Adorador Por Excelência

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Lição: 2 - 4º Trimestre - Editora Betel 
Data: 11 de outubro de 2015
Tema: A gratidão é o mais nobre sentimento da alma de um cristão
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