terça-feira, 3 de novembro de 2009

O valor de viajar - Simone de Melo



Toda vez que viajo, descubro que não posso levar tudo que quero. Se assim o fizesse, ultrapassaria o que companhia aéra permite. Então, tento ser o mais prática possível... Principalmente, eu, sendo mulher, tendo várias vontades...

Fico me perguntando enquanto arrumo as malas: Se eu precisar do secador e onde estou indo não tiver? Levo esta ou aquela roupa? De frio ou de calor? É uma guerra interna, uma indecisão contínua... E tantas outras coisas... Mas acabo deixando de lado. Deixo para trás o que não posso carregar comigo, mesmo assim no caminho ainda fico me lembrando que deixei algo que deveria ter trazido ou (quase) sempre chego a conclusão que muita coisa que levei não serviu para nada...rsrs

É ai que percebo que partir é ter uma nova experiência, sentir, valorizar o que não pode ir comigo. "Pior que terminar uma viagem, é nunca partir" A partida tira a escamas dos olhos para o que deixamos e a distância nos leva a enxergar o que deixamos de verdade e dar um novo valor.

Tudo isso nos mostra quem realmente somos, o que amamos e o que é fundamental para que a gente continue sendo. Ao participar de um mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de dar mais valor mais ao meu lugar, as minhas origens, mesmo que tantos tentem me mudar, pressionem para isso. Então vem a vontade e o desejo de querer voltar onde a viagem começou.


É necessário sair na direção contrária da realidade que nos afasta do que deixamos lá trás. São lugares, pessoas que não pertencem dentro do nosso mundo diário, que nos levam a valorizar o que não levei na mala de viagem. Quando entro no lugar desconhecido, descubro que os meus olhos se abrem para enxergar de um jeito novo o lugar que é meu.

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